corpo en-cena, com claudio mello wagner

de mudo e encoberto na era vitoriana, o corpo vem tomando protagonismo no cotidiano e no divã psicanalítico. as angústias, conflitos e sintomas da vida moderna se corporificam em posturas, hábitos , gestos e somatizações. como a análise psicocorporal reichiana lida com os sintomas do mal estar contemporâneo.

encontro do múdulo pílulas e palavras. com curadoria de alfredo simonetti:

o que podem a psiquiatria, a psicanálise e as psicoterapias, com suas pílulas e palavras, fazer por quem vive se debatendo com os sintomas da modernidade? e o quanto responsabilizam-se por suas tecnologias químicas e verbais, e por seus efeitos psíquicos e sociais, os psiquiatras, os psicanalistas e os psicoterapeutas atuais? e aqueles que se colocam na posição de paciente, delegam aos clínicos a responsabilidade pela “cura “ de seus sintomas ou assumem a responsabilidade por sua infelicidade cotidiana?

e será que existe mesmo um “sofrimento novo” ou trata-se apenas da velha e conhecida angústia humana repaginada pelas palavras criativas dos nossos intelectuais? embora se possa mesmo fazer este questionamento parece inegável que há uma “vivência contemporânea” das velhas angústias humanas, e mais inegável ainda é a existências de “remédios contemporâneos” para estas vivencias . este módulo pretende tratar destas vivências e destes remédios, fornecendo alguns elementos para a discussão das questões propostas acima.